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Sim, sim meu senhor, é uma carta de amor
É talvez como se sentar no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar. Sem razão esperamos, especulamos, nos desesperamos, sem mais ou menos.
A impotência é o que aflige, mais do que qualquer outra coisa. A vontade é ter um botão, não só pra desligar o ouvido nas aulas (barlhentas e sensacionalistas) de biologia, pra desligar também quando necessário o coração talvez.
Gente chata? Jamais. Chato talvez seja eu mesmo, que me importuno a todo instante.
Aquela história de que o tempo passa mais rápido quando a gente cresce, acho que é tudo papo furado. O tempo passa mais rápido quando a gente não quer que ele passe. E quando quer, ele senta do seu lado, se acomoda, e vira seu fiel escudeiro, ainda que um escudeiro torturador.
Mas, acho que estamos aqui pra isso, e talvez só isso tenha valor real durante a vida.
Paro por aqui.
(Sintam-se à vontade pra não comentar, se não quiserem)
Escrito por · Vinicius · às 00h23
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